terça-feira, março 8
Bruno.Às vezes me lembro dele.Sem rancor,sem saudade,sem tristeza.Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que,afinal,o tempo passou. Nunca mais o vi,depois que foi embora.Nunca nos escrevemos.Não havia mesmo o que dizer.Ou havia?Ah,como não sei responder às minhas próprias perguntas!é possível que,no fundo,sempre restem algumas coisas para serem ditas.é possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar,a invetigar- e principalmente a fingir. Fingir que encontra.Acho que,se tornasse a vê-lo,custaria a reconhecê-lo.